BATE LEVE, LEVEMENTE..., 1993

 

Toda a linha é eixo de um universo

No mundo há só um templo: o corpo humano. Nada mais sagrado do que esta forma sublime. É no céu que tocamos quando tocamos num corpo humano.
Todo o objecto amado é o centro de um paraíso.
A linha curva é a vitória da natureza sobre a regra...

Em 1993, produzi para a Câmara Municipal da Lousã um evento, centrado nas escolas básica e secundária da Lousã, que viria a ser conhecido como "Jornadas de Arte Contemporânea da Lousã". Inserida na programação das primeiras jornadas, produzi um conjunto de 4 instalações de Inês Manta, Joaquim Silva, Quelhas Vieira, e eu próprio.
A minha intervenção centrou-se na relação das pedras expostas e alguns objectos existentes no museu, nomeadamente brasões e frontarias, com um conjunto de três telas dispostas no chão.
A instalação, por mim idealizada, tinha por base, por um lado, o aplastamento da arte moderna pela arte do passado (simbolizada pela frontaria em pedra colocada em cima de duas das telas deitadas no chão), por outro, o percurso circular que atravessa as telas, como vestígios de um caminho; pequenas pedras que deixamos pelo caminho para nos não perdermos na estrada da vida. A Arte é essa estrada e as obras as marcas que vamos deixando pelo caminho ...

 

 

FICHA TÉCNICA

Bate Leve, Levemente..., 1993
3 telas de 100 x 100 cm (téc. mista s/ tela); frontaria em pedra; pedrinhas pintadas de branco.
JORNADAS DE ARTE CONTEMPORÂNEA - Instalações
Museu Álvaro Viana de Lemos, Lousã
11 a 23 Junho 1993

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Bate leve, levemente..., 1993
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